O ex-prefeito de Ibaretama, município localizado a 140 km de
Fortaleza, foi condenado a 4 anos de prisão pela Justiça Federal por
aplicar irregularmente recursos destinados à educação. Além dele, também
deve responder pelos crimes a ex-secretária de educação do município.
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF-CE), a primeira
irregularidade ocorreu em 1998, quando o ex-prefeito deixou de aplicar o
percentual mínimo de 60% dos recursos do extinto Fundo de
Desenvolvimento e Manutenção do Ensino Fundamental (FUNDEF) na
remuneração dos profissionais do magistério. Além disso, o MPF descobriu
que parte dos recursos foram utilizados em despesas não autorizadas
pelo Fundo, como o pagamento de R$ 51 mil a servidores que não exerciam
funções de magistério e a utilização de R$ 18 mil na compra de peças de
veículos.
A segunda ação aconteceu em 2003, quando a Prefeitura de Ibaretama
firmou um convênio com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação,
recebendo um repasse de cerca de R$ 41 mil do Governo. Segundo o MPF, o
órgão constatou que os recursos públicos não estavam sendo usados de
maneira lícita, além da Prefeitura não ter apresentado a prestação de
contas da verba repassada.
Pena
O MPF fixou pena de quatro anos e seis meses de reclusão para dois
réus, o ex-prefeito Manoel Moraes Lopes e a ex-secretária de
educação Francisca Inês Moraes Lopes, além de terem sido proibidos de
serem nomeados ou candidatos para quaisquer cargos públicos. Em segunda
sentença, correspondente ao segundo crime, o ex-prefeito foi condenado a
prestar serviços à comunidade, além de ser obrigado a doar R$ 10 mil
para uma entidade social. Neste último processo, Manoel Moraes Lopes foi
proibido de exercer qualquer função pública por 5 anos.
Do Diário do Nordeste

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